MARTE

Quarto planeta em distância do Sol , possível de ser observado
da Terra a olho nu. É batizado com o nome do deus romano da
guerra em razão de sua cor avermelhada, que resulta da presença
dominante de óxido férrico.
Distância média do Sol: 228.000.000 de km
Velocidade média da órbita: 24,13 km/s
Duração do ano: 687 dias terrenos
Duração do dia: 24 horas
Diâmetro: 6.800 km
Massa: 0,107 vezes a massa da Terra
Número de satélites conhecidos: 2
É o planeta do Sistema Solar que mais se assemelha à Terra. Tem
montanhas e vales; vulcões e falhas causados por terremotos;
rios secos e calotas polares; atmosfera com nuvens, ventos e
tempestades de areia; verão e inverno. A sua superfície é
coberta principalmente de areia e a temperatura, moderada pelos
padrões astronômicos, próximos daqueles conhecidos pelos
humanos. Por isso, é o único lugar, além da Lua, que
supostamente pode ser visitado pelo ser humano. Entretanto, os
seus contrastes em relação à Terra são mais notáveis que as
semelhanças. Não há cordilheiras como a do Himalaia. Mas
vulcões em erupção ao longo de bilhões de anos acabaram por
erguer montanhas muito mais altas que as da Terra.
Atmosfera A atmosfera de Marte tem 95% de gás carbônico.
Estima-se que a pressão e a densidade atmosféricas são cerca
de cem vezes menores que as da Terra. Marte é como um deserto
muito frio e seco. Sua temperatura varia entre -63°C e 27°C. A
atmosfera não retém, em conseqüência, muito vapor de água. A
presença de rios secos, no entanto, mostra que a água foi
abundante no planeta, o que é um dos grandes mistérios sobre
Marte.
Vida em Marte Desde o século XIX, especula-se a
existência de vida em Marte. As naves norte-americanas Viking 1
e Viking 2 trazem amostras de solo, na segunda metade da década
de 70, mas não revelam sinais de vida. Nos anos 80, a
exploração prossegue com as sondas soviéticas Fobos. Em
setembro de 1992, é lançada a sonda norte-americana Mars
Observer, equipada para pesquisar o campo magnético, os minerais
e o passado dos rios secos de Marte. Mas as suas transmissões
são interrompidas em 1993. As missões de investigação ao
planeta ganham novo impulso no final de 1996, com o lançamento
das naves norte-americanas Mars Global Surveyor, em 7 de
novembro, e da Mars Pathfinder, em 4 de dezembro. A mais
promissora é a Mars Pathfinder, programada para colocar sobre a
superfície de Marte um robô motorizado que irá recolher
rochas, poeiras e outros detritos para análises nos
laboratórios da própria nave. O projeto russo de estudo de
Marte sofre grande prejuízo com a queda da Mars 96, no sul do
Oceano Pacífico, em 17 de novembro de 1996.
O primeiro indício da ocorrência de vida em Marte surge em
agosto de 1996: uma equipe de nove cientistas da Nasa
(Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) anuncia que,
após 30 meses de estudos, um meteorito proveniente de Marte
(ALH84001) contém evidências químicas associadas à ação de
bactérias, que teriam existido em Marte há bilhões de anos.
Segundo os cientistas, o meteorito, encontrado na Antártica em
1984, teria iniciado a sua jornada pelo espaço há 15 milhões
de anos e caído na Terra há 13 mil anos.
